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Quando e como utilizar o drone na agricultura

Postado em 30 de novembro 2022


 

Os drones, também chamados de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), surgiram nos anos de 1960. Seu uso naquela década e na seguinte ainda foi incipiente e apenas durante os anos de 1980...

 

Os drones, também chamados de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), surgiram nos anos de 1960. Seu uso naquela década e na seguinte ainda foi incipiente e apenas durante os anos de 1980 a criação começou a ter destaque. Assim como tantas outras invenções cuja origem é o meio militar e depois se popularizam, como é o caso da própria internet, com os drones não foi diferente.

A possibilidade de reconhecer terrenos, atacar o inimigo ou se defender de um ataque, sem colocar em risco a vida de um soldado, era uma grande e inovadora vantagem militar. Ainda hoje na guerra entre Ucrânia e Rússia drones continuam sendo utilizados.

A invenção se expandiu para diversas áreas, principalmente a partir de 2010, quando diferentes modelos chegaram ao mercado. Inicialmente visto como diversão, um "brinquedinho" novo, rapidamente os aparelhos passaram a ser usados profissionalmente para fotografia e gravação de vídeos. Imagens que antes só eram possíveis captar por meio de um helicóptero puderam ser produzidas de modo muito mais fácil e barato.

Da captação de imagens para o uso de drones na agricultura foi quase uma evolução natural. Em setembro de 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) emitiu a Portaria 298 e inovou na legislação sobre drones no Brasil. O documento estabelece regras para operação de drones com agrotóxicos e afins (adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes).

Os operadores das chamadas aeronaves remotamente pilotadas (ARPs) devem ser registrados no ministério, fazer curso de aplicação aeroagrícola e apresentar relatórios mensais de atividades. A portaria também proíbe a pulverização a menos de 20 metros de povoações, cidades, agrupamento de animais e mananciais de captação de água.


Uso de drones na agricultura

Atualmente, a utilização de drones na agricultura já corresponde por mais de 40% de todos os drones cadastrados no Brasil e deve movimentar R$ 1,5 bilhão até o final de 2022.

Inicialmente, os drones agrícolas eram usados para monitorar lavouras, acompanhar a sanidade e o estágio delas, como floração ou maturação. Também se consegue ver a qualidade da palhada após a colheita, mapear o desmatamento em florestas muito densas, umidade do solo e análise de fertilidade do solo.

Depois, o uso de drones na agricultura começou a aumentar a precisão da pulverização de defensivos agrícolas, reduzir o tempo e o custo em todo o processo de gestão do plantio. Hoje sua utilização está muito presente em culturas como soja, cana-de-açúcar, café e frutas.

 

Drones para cana-de-açúcar

O uso de drone para aplicação de "cotesia" na cultura da cana-de-açúcar tem trazido como principais vantagens a melhora na logística, custo da operação e controle de informação – a cotesia é uma vespa utilizada como controle biológico da broca, inseto considerado vilão dos canaviais por consumir sistematicamente o interior da cana, comprometendo estrutura e rendimento da gramínea.  

A possibilidade de usar drone para pulverização tem permitido mais segurança e garantia de aplicação, geração de mapas georreferenciados, aplicação mais rápida e eficiente, redução do risco de acidente de trabalho, diminuição do volume de material a ser manejado e facilidade de logística.

 

Drones para lavoura de café

O café é normalmente cultivado em solos irregulares, com encostas de morros e montanhas, o que dificulta determinados processos. É para suprir esse obstáculo que tem crescido o uso de drones nas lavouras de café, tanto para monitoramento quanto para pulverização.

No caso da cafeicultura em áreas acidentadas, como em Minas Gerais, o principal produtor do País, o uso de drones para pulverização de defensivos se torna um método mais viável do que os maquinários terrestres.

 

Drones no cultivo de soja

Estudo realizado na safra 2020/2021 por pesquisadores da Embrapa Soja (PR) comprovaram o bom desempenho de drones na pulverização para o controle de duas pragas da cultura da soja no Brasil: o percevejo-marrom e a lagarta-falsa-medideira. Os aparelhos foram testados para aplicação de produtos químicos e biológicos em comparação a outros métodos, como tratores e borrifadores costais.

No caso do percevejo, a pesquisa mostrou que o uso de drones foi capaz de atingir a praga em partes das plantas de soja que, normalmente, não são atingidas pelos métodos tradicionais de pulverização, como o interior do dossel (estrutura aérea da planta).

Os testes indicaram que a pulverização com drone proporcionou melhor depósito do inseticida no estrato inferior das plantas de soja. Já nos estratos superior e médio o depósito foi semelhante aos demais tratamentos avaliados. 

Para os pesquisadores da Embrapa, o uso de drone na pulverização da soja é uma ferramenta promissora e que pode trazer benefícios imediatos. Eles citam o fato de tirar o implemento de dentro da lavoura; não causando amassamento da cultura; não depender das condições do solo para entrar na lavoura; utilizar menos água; não utilizar combustíveis fósseis e rapidez de aplicação em pequenas áreas.

Os pesquisadores citam ainda o drone para pulverizar como complemento a pulverização tratorizada e com avião em áreas acidentadas e em aplicação localizada, no contexto da agricultura de precisão.

Drones para frutíferas

A adoção de drones na produção de frutíferas ajudam a melhorar significativamente a eficiência do uso da água e a eficiência dos insumos agrícolas, como fertilizantes, e defensivos e até mesmo a colheita. Recentemente, uma empresa israelense desenvolveu um modelo de drone para identificar e fazer a colheita de frutas maduras, e não requer a supervisão para que o trabalho seja realizado.

Os drones são equipados com um sistema de câmeras, um pegador para as frutas e um pequeno para-choque em função de evitar que as plantas sejam cortadas. As câmeras utilizam um sistema de inteligência artificial e algoritmos para estudar a fruta e qualificá-la se está pronta ou não para colheita. 

 

Drones para agricultura de precisão


O uso de drones na agricultura de precisão permite a realização de análises espectrais básicas e avançadas, o que possibilita um planejamento e execução mais precisa do plantio.

É possível, por exemplo, definir as áreas de interesse, fazer a topografia do terreno, planejar o escoamento da água da chuva e criar um mapa de saúde da vegetação. Ainda é possível realizar amostragem de solo otimizada e o gerenciamento estratégico do plantio, entre outras aplicações.

Ao invés do produtor percorrer toda a propriedade para analisar a qualidade do plantio, considerando a dificuldade da tarefa e a possibilidade de problemas passarem despercebidos, a imagem área de alta resolução georreferenciada captada por drone permite análises muito mais detalhadas.

Mapeamento foliar, prevenção de problemas e planejamento do plantio

O avanço da tecnologia tem criado novas ferramentas de manejo e gestão agrícola. Os índices de vegetação são um exemplo, formados por modelos matemáticos baseados no sensoriamento remoto e que buscam avaliar e caracterizar a cobertura vegetal.

O sensoriamento remoto nada mais é do que a coleta de dados ou de imagens por sensores para posterior análise e processamento. A coleta pode ser feita por meio de sensores presentes em satélites, drones ou até mesmo veículos terrestres.

Tais índices permitem a determinação de parâmetros biofísicos e características da vegetação, como o índice de área foliar, a biomassa, o percentual de cobertura do solo, a atividade fotossintética, deficiências hídricas e até mesmo estimativas de produtividade.

As principais vantagens da utilização dos índices de vegetação estão na eficiência, rapidez e praticidade das mensurações. Ao contrário dos monitoramentos convencionais, essa técnica permite a identificação de variáveis na lavoura durante seu desenvolvimento e a rápida ação pontual nessas áreas, utilizando defensivos e aumentando a eficiência.

Alguns dos principais índices de vegetação são:

  • Índice Foliar Verde (IFV) diferencia a cobertura de plantio do solo, mostra as áreas plantadas, as áreas com falhas e o solo exposto.
  • Índice Resistente à Atmosfera na Região Visível (VARI) revela áreas com maior estresse da cultura.
  • Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) é o mais popular entre os profissionais do campo. Ele pode ser usado para monitorar lavouras e verificar o desenvolvimento da cultura, problemas de falta de água, danos causados por pragas e estimativa de produtividade.
  • Índice de RedEdge por Diferença Normalizada (DNVI) é um índice utilizado para avaliar o teor de clorofila nas plantas, assim como sua captação de nitrogênio e a demanda de fertilizantes.

Projeto de terraceamento

A topografia com drones é a união da topografia tradicional à fotogrametria, com o equipamento sendo usado para realizar o levantamento dos dados do terreno. Dessa forma, o drone captura fotos sequenciais e georreferenciadas da área de interesse, adicionando informações que anteriormente a topografia tradicional não era capaz de gerar.

Tal aplicação pode ser feita no terraceamento da lavoura, uma prática de combate à erosão hídrica baseada na construção de terraços. O objetivo do terraceamento é regular o volume do escoamento da água da chuva de maneira que não prejudique a plantação.

Essa técnica deve ser utilizada junto com outras formas de manejo ou manipulação do solo como, por exemplo, a cobertura do solo com palhada, calagem e adubação fertilizante balanceadas, além de práticas de caráter vegetativo como a rotação de culturas com plantas de cobertura e cultivo em nível ou em contorno.

 

Melhores produtos para aplicação via drones

Resultados de testes no campo com o uso de drones comprovaram a eficiência dos produtos Rigrantec. Produtos com qualidade superior e doses comerciais baixas.

Veja abaixo alguns resultados apresentados e 5 produtos indicados para drones.

Resultados dos testes:

  • Homogeneidade das gotas
  • Mais deposição de gotas
  • Maior área de cobertura
  • Voos em altas e baixas altitudes
  • Soluções para todos os cultivos

1. DEFINE

É o primeiro antideriva do Brasil. Feito à base de resina vegetal em grânulos dispersíveis, facilmente solúvel e biodegradável.

Ação:

  • Padronização de gotas
  • Reveste as gotas aumentando seu peso, diminuindo a quebra e o respingamento de micro-gotas no impacto sobre as folhas
  • Reduz em até 15 vezes a velocidade de retração das gotas, além de melhorar a adesão das gotas sobre a folha
  • Reduz as perdas por chuva e vento
  • Boa cobertura com boa deposição de gotas nas folhas

Aplicação:

Dose comercial 60g/100L para altura de vôo de até 4 metros. Ótima cobertura de produto na planta. Para situações extremas pode aumentar a dose até 150g/100L.

 

2. SuperSil

É um produto 100% trisiloxano, solúvel em água, não iônico. É um adjuvante agrícola surfactante siliconado.

Ação:

  • Espalhante, que reduz a tensão superficial das gotas.

Aplicação:

  • Dose comercial 30ml/100L
  • Altura de vôo de 3 metros. Ótima deposição de gotas

 

3. PRONTO TRÊS

É um adjuvante fertilizante multifuncional à base de lecitina de soja metilada, ácidos orgânicos, silicones especiais e nutrientes.

Ação:

  • Proporciona melhor ação penetrante, espalhante e desempenho dos químicos. Tem formulação líquida para aplicação aérea e terrestre.

Aplicação:

  • Dose comercial 50ml/100L
  • Altura de vôo de até 3 metros. Ótima cobertura nas plantas

 

4. ZERO ESPUMA

É um adjuvante com ação antiespumante.

Ação:

  • Reduzir ou zerar a espuma da calda evitando desperdício de produto e trazendo segurança para o operador e meio ambiente.

Aplicação:

  • DOSE: 10 ml/1000L de calda

 

5. pH-5 Zn

É um adjuvante agrícola à base de fósforo e zinco, indicado para adequar o pH da calda de pulverização.

Ação:

  • Redutor de pH em formulação líquida.

Aplicação:

  • As doses sugeridas podem variar conforme pureza e dureza da água, assim como produtos usados nas aplicações.
  • A medida do pH é para garantir os nutrientes livres, não reagidos com substancias alcalinas presentes na á

Recomendação técnica:
Dosagem em ml para 100 litros

 pH

 

Inicial

 

 

8

7

6

5

4

 

Final

6

5

2

 

 

 

5

7

4

3

 

 

4

9

6

6

2

 

3

15

11

10

7

6

 

Valores variáveis com o tipo de substância alcalina presente na água e produtos utilizados nas aplicações.

 

Conclusão

O uso de drones na agricultura é uma realidade. Desde as primeiras funções para monitorar lavouras e analisar a fertilidade do solo até a mais recente tarefa de pulverização com maior precisão, o equipamento tem ganhado protagonismo no campo. Não é difícil imaginar que novas possibilidades surjam e os drones sejam, cada vez mais, um ótimo aliado no trabalho agrícola.

 

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